Cada vez que você compra um filhote, morre um animal na carrocinha ou num abrigo.



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mais seis lixinhos


 Estes seis filhotes foram abandonados no lixo, são 4 meninos e 2 meninas. Estão com sarna e estão sendo cuidados pela Luana, que foi quem os encontrou e quem está cuidando deles. A Luana é empregada doméstica, viúva, tem 2 filhos de 10 e 12 anos e 4 cães. Ela passa o dia fora trabalhando e quem está ajudando com os bebês são os filhos.
 No sábado, Camila e eu fomos até a casa da Luana para ajudá-la a dar vermífugo e o Mectimax para tratar a sarninha. Levamos uma gaiola para que eles possam tomar sol no pátio sem entrar em contato com os outros cães da Luana, mas eles precisam sair de lá o quanto antes, pois ficam presos no banheiro durante o dia e porque o vizinho da Luana já reclamou da quantidade de cães na casa.
Eles devem estar com 2 meses,  já comem ração seca e são umas gracinhas! Não temos como garantir o tamanho que ficarão, mas parece ser porte pequeno - médio.
Castração a baixo-custo garantida!
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6 - Éca! Que remedinho ruim!
Aceitamos doação de ração de filhotes, vermífugo para filhotes e Mectimax para a segunda dose. 
Para adotar , entrar em contato com a Luana pelo telefone (51) 9422-9494 ou pelo e-mail adoteumfocinho.tiane@yahoo.com 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Diário do Batatinha

 " Até momentos antes de baterem esta foto, eu era ninguém. Fui separado da minha mãe e abandonado na rua, na frente de um portão onde alguém me encontrou e disse que daquele momento em diante, eu seria o Batatinha.
Eu não estava entendendo direito o que estava acontecendo, eu tinha muito sono e muita coceira, mas esse alguém, que depois fui entender que eram "dois alguéns", meus dindos, começaram a cuidar de mim, me deram um remedinho que tirou um monte de bichinhos de dentro de mim, chamados" vermes", e a partir daí voltei a ter apetite. Além de sono e da coceira, agora eu tinha muita fome sempre.
Como eu era muito novinho, devia ter um mês de idade, minha dinda passou a me dar leite numa mamadeira, que eu adorava!
 Gostava tanto de tomar mamadeira que cheguei a rasgar o bico dela. Aí, a dinda disse que como eu havia estragado a mamadeira, passaria a tomar leite no pratinho. Tudo bem! Não tem problema! Passei a tomar leite no prato e comer ração seca, arroz e carninha.
 Me levaram para viajar, já fui três vezes para uma tal de Maquiné. A primeira vez fui e voltei no mesmo dia. A segunda vez foi eu, meus dindos, o tampinha do Tombo e a descabelada da Brigitte, e ficamos 3 dias lá. Nas duas primeiras vezes que fui, não curti muito, pois estava na fase de só dormir e coçar mas lembro que era legal coçar a barriga na graminha de lá. A minha coceira vem de uma tal de sarna, que segundo meus dindos, já está saindo de mim. Mas na terceira vez que fui, também fomos e voltamos no mesmo dia mas aí, eu já aproveitei mais! Desbravei novas fronteiras e descobri como é legal andar de carro!
Eu, me coçando na grama de Maquiné. Mas o bom mesmo é coçar, arrastando a barriga na grama!
 A descabelada da Brigitte e eu na casa de Maquiné. Parece que ela tava de aniversário. A dinda disse que o meu aniversário será no dia 28 de maio, dia em que fui retirado da rua.
 E eu e o mimado do Tombinho em Maquiné. A dinda disse que eu vou ser tão mimado quanto o Tombinho.
Além de mim, do Tombo e da Brigitte, na casa dos meus dindos tem mais um monte de bichos e tem uns que gostam de deitar comigo nos dias mais frios, só que se eu me mexo muito, eles me dão uns tapas e pode ter sido um tapa destes que machucou meu olhinho.
A tia Lisi, a doutora que tá cuidando de mim, disse que também pode ter sido a minha unha que tava grande, mas esses gatos...sei não. São quentinhos, mas são bem bobinhos!
 Só sei que por conta disso, fiquei uma semana sem conseguir abrir o olho, que meus dindos limpavam o tempo todo com algodão e soro fisiológico, e quando finalmente abri o olho, ele estava esbranquiçado como seu eu estivesse ceguinho.
 A gata Merengue é quem mais gosta de me fazer companhia.
 Aqui, eu com o olho fechado.
 E aqui, já abri o olho, que ficou esbranquiçado então, por recomendação da tia Lisi, meus dindos passaram a aplicar uma gotinha nos meus dois olhinhos, de 4 em 4 horas. No início eu não queria, mas agora eu fico bem quietinho na hora da gotinha e meu olho ruim já tá bem melhor!
No último final de semana, meus dindos tinham um compromisso e não tinham como levar nem eu, nem aquele outro nanico e a descabelada que foram junto à Maquiné então, me deixaram com outros dindos, a dinda Márcia e o dindo Mair, que cuidaram de mim e me levaram para passear num tal de Bourbon e mais um monte de lugares. Foi bem legal, me diverti um monte! Gostei pra caramba daqueles dindos! Acho que a dinda Márcia ficou com um problema parecido com o que tive no olho porque no domingo de tarde, começou a sair água dos olhos dela de vez em quando e no domingo de noite então, quando foi me levar de volta para a casa dos dindos Tiane e Leonardo...nossa! Não parava de sair água dos olhos dela! Tadinha! Será que passei o meu dodói pra ela? Tenho saudades daqueles dindos!
 Sabe de quem é esse rabo? É meu! Ói eu de frente agora!
 Adoro ficar no pé do meu dindo Leonardo quando ele tá sentado. Chego a dormir assim.
 Por falar em dormir, é uma das minhas "atividades" favoritas!

 Alguém ainda duvida que eu gosto de dormir?
 Este é o Piu-piu, um carinha meio estranho, meio parado, mas tem feito companhia pra mim ultimamente e não reclama e nem me dá tapa quando eu mordo ele.
 Este verdinho também, o Pantufa. Fomos apresentados ontem e também é bem camarada! Até deixa eu deitar em cima dele. Viram como meu olhinho tá melhor?
 Hoje fui apresentado para uma tal de Maria, bolacha Maria. Eu já conhecia o pão com manteiga, que ganho todos os dias de manhã, mas esta tal de bolacha eu não conhecia.
 Ela é mais crocante que o pãozinho, mas é docinha, bem gostosa! Parecida com o mingau que tomo de manhã. A dinda comprou mingau pra mim porque as minhas patinhas da frente começaram a entortar na semana passada, sinal de descalcificação então, passei a tomar mingau e vitamina todos os dias. Ela disse que é pra eu crescer e ficar forte como o dindo Leonardo, que é um cara bem legal e alemão batata como eu!
  A Merengue não tirou o olho da minha bolacha, mas eu só deixei uns farelinhos pra ela.

Hmmm! Gostei! E espero que vocês tenham gostado da minha historinha. A dinda disse que depois que acabar meu tratamento para a sarna, eu vou para um outro lar, que ela ainda não sabe onde será, mas onde eu serei tão mimado como tenho sido agora. E ela disse também, que eu tô fazendo um baita sucesso num tal de Facebook e que tem um montinho de gente querendo me adotar, e ela tá conversando com esse montinho de gente para ver qual é o mais indicado para mim.
Enquanto eu estiver com a dinda Tiane, ela vai mandar notícias minhas pra vocês, tá?
Até mais pessoal!"

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Cherry no novo lar!

Esta é a Cherry, abandonada aqui no ano passado ( vejam quando ela chegou aqui ). Eu nem estava me esforçando muito para doá-la, pois a prioridade é doar os cães, mas apareceu uma oportunidade e, mesmo eu achando que não daria certo, a adotante resolveu tentar.
A missão da Cherry, que é uma gata jovem mas muito na dela, era fazer companhia para um gato filhotão, de 6 meses de idade, sedento por uma companhia para brincar, o Luc. Falei para a adotante, a Alda, que achava que não ia dar certo porque a Cherry é super meiga e interage com as pessoas, mas não com os gatos. Ela nunca brigou com nenhum gato, mas também nunca procurou a companhia de qualquer um dos outros 16 que tenho em casa.  Mesmo com este meu argumento, a Alda quis tentar.
No começo, o Luc tentou desesperadamente fazer amizade com a Cherry que não dava chances para ele e fugia do pobrezinho. Depois de quase duas semanas , a Alda quase achou que não ia dar certo, mas resolveu tentar por mais uma semana.  E não é que o Luc venceu no cansaço? Olhem a voto que a Alda mandou, dos dois deitadinhos na mesma cadeira. 
O Luc venceu a Cherry e eu também, pois estava dando como certa a volta da dela.
Obrigada Alda pela persistência e pela nova vida que a Cherry está tendo!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Chegou o Batatinha

 Segunda-feira, Leonardo e eu fomos dar uma caminhada no final da tarde, começo da noite. Chegamos em casa já estava escuro e quase pisei num amontoado de pano que estava junto, mas bem junto mesmo ao portão de casa. Eu não tinha percebido, foi o Leonardo quem viu e comentou "que monte de panos é esse?". Eis que, no meio do pano tinha uma cabecinha para fora, um cachorrinho sonolento, que mal abriu os olhos quando Leonardo pegou. Procuramos para ver se tinha mais algum perdido pela volta, mas não achamos nada.
Por sorte, a Serena não estava solta, pois do jeito que ele estava grudado na grade do portão, alguma coisa desagradável teria acontecido.
Ele estava com muita pulga e foi direto para o chuveiro.
Depois do banho percebi que tinha umas falhas no pêlo, não consegui identificar se era sarna ou fungo.
Como em todos os casos de "resgates", depois do banho, tomou um leitinho e dormiu profundamente. Olhando para ele, achei que tinha cara de "polenta" ou "fubá", mas já tive os dois e não gosto de repetir nomes, foi quando o Leonardo sugeriu "batata". Perfeito: "Batatinha" , é o próprio!
O Batatinha acordou bem no outro dia, mas o apetite dele não era de um filhote abandonado. Dei vermífugo e não demorou para que ele colocasse tudo para fora, ou melhor, quase tudo. Repeti a dose no dia seguinte, mas ele continuou inapetente e continuou colocando vermes para fora. Comeu um guizadinho com pouca vontade, mas não queria saber de leite até que ontem de tarde, peguei uma seringa e falei pra ele "tu vai comer por bem ou por mal". A seringa tava chatinha de manusear então peguei a mamadeira, foi quando descobri o problema dele: é um bebê preguiçoso! Tem preguiça de comer, agora só quer mamar! Sem-vergonha! Com a boca cheia de dentinhos, comeu carninha, já tomou leite, mas só quer a mamadeira, pode isso? Querido! Agora é só tratar a sarninha que é pouca, mas dá uma coceira danada, e arrumar um novo lar para o Batatinha.
Quem vai querer??? 
Olha o Batatinha para adoção!!!
Manda um e-mail: adoteumfocinho.tiane@yahoo.com 
Liga pra mim: (51) 9957-7720

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Notícias da Kin e da Divina

Esta semana levei a Kin e a Divina para castrar.
 A Kin foi na terça e a Divina, na quarta-feria. 
Na quarta levei a Divina e busquei a Kin, que nem parecia ter passado por uma cirurgia, de tão serelepe que estava. Aliás, para uma cachorrinha cega, entusiasmo é o que não falta para ela.
Minha preocupação maior era com o procedimento da Divina que seria castrada e faria a retirada do tumor maior e outros pequeninhos que ela tinha na mama. Para a minha surpresa, de novo, a Divina também, nem parecia ter passado por uma cirurgia. Quando me viu na clínica, não parava de pular e não mostrou nenhum sinal de indisposição durante todo o dia.
Agora, as duas estão castradinhas e prontas para a adoção, só falta tomar um banho!
A Kin é de porte médio,estava pesando 10,5kg e a Divina é pequena, está com 7 kg.
Obrigada aos padrinhos das castrações! 
Contatos para adoção: adoteumfocinho-tiane@yahoo.com 
Telefone: (51) 9957-7720
Este número de telefone é apenas para interessados em adotar, não recolhemos animais!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Antes e depois do Migalha




Este é o Migalha quando chegou aqui em casa, em fevereiro de 2011. Vejam a carinha dele quando nenê e agora. É a mesma cara, né?
Ele estava coberto de sarna, pulgas, alguns carrapatos, aquele kit básico do abandono, uma migalha daquelas que ninguém quer e deixa de lado. 
Demorou mais do que o normal o tratamento da sarna dele, por isso não conseguimos doá-lo ainda filhotinho, mas agora ele está lindão e ainda é um filhotão, tem pouco mais de 1 ano.
  Acima, corpinho coberto de sarna. Abaixo, corpão de cachorrão bobão e lindão!
 Como dá pra ver, ele está pronto para adoção. É um cão de porte grande, se relaciona super bem com outros cães, por isso digo que ele é bobão, mas é muito atento para cuidar do pátio e tem um vozerão de impor respeito. Adora brincar, mas não tem noção do tamanho, por isso não é indicado para casas que tenham crianças pequenas, recomendo para crianças acima de 7 anos. Aí sim, será um amigão e tanto.
Ajudem a divulgar a adoção do Migalha. 
Ele até já aprendeu a sentar de tanto esperar pela adoção.



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Três passos para frente, quatro para trás.

Sabem aqueles jogos em que andamos quantas casas o número que cair no dado mandar e as vezes caimos numa casa que nos manda voltar tantas casas? Pois me senti no meio de um jogo desses na última semana.
Eu estava feliz porque, em fevereiro e março, depois de 1 ano sem doar, doei 3 cães adultos, mas a minha alegria durou muito pouco, pois em uma semana abandonaram 4 cães na minha casa.
Essa semana começou no sábado, 31 de março, quando jogaram a Divina no pátio do Catatau e da Minerva. No outro sábado, dia 7 de abril, eu já estava me preparando para dormir quando me chamaram na rua porque havia um cão caído no canto de um muro que tinha sido atacado por 2 cães de porte bem grande. Pensei em não ir olhar, mas fui. O bicho estava acuado no canto do tal muro, tremendo feito vara verde. Estava escuro e eu não conseguia ver se tinha machucado, mas a gurizada que viu o ataque e não parava de tagarelar em volta, dizia que tinha machucado na barriga. Minha cabeça funcionava feito louca, todos em volta falando ao mesmo tempo e eu tentando decidir o que fazer, pegar o bicho ou não pegar? Peguei!
O bicho se trata de uma fêmea. Levei ela para dentro de casa para examiná-la. Ela tinha algumas perfurações pelo corpo, mas não parecia nada grave, na foto acima dá para ver a marca de sangue que ficou no braço dela. Grave foi a minha suspeita quando desconfiei que ela não estava enxergando. Ela continuava tremendo muito, mas bebeu e comeu um pouco, que é um bom sinal. O problema era a falta de orientação, batendo com o focinho nas paredes e móveis e sem olhar fixamente para a minha direção quando eu a chamava. Pensei se isso não poderia ser algo tipo um estado de choque. Como era um sábado, e tarde da noite, não tinha onde levá-la, arrumei uma caminha para a moça e fui dormir.
Na manhã seguinte, o terceiro e o quarto passo que eu daria para trás no jogo, apareceram. Eram dois filhotões machos, abandonados em uma trouxa de lençol no portão da minha casa. Onde largaram o lençol, eles ficaram. Olhei a cena e fiquei pensando o que fazer, meu desânimo era total e as carinhas dos dois, irresistível! Levei comida ainda na rua para ganhar tempo para pensar. O branquinho e maior, que caminhava sem sair de perto do outro, comeu um pouquinho, e o o menorzinho e pretinho que estava se escondendo do sol atrás das folhagens, comeu com mais vontade. Fiz carinho neles, que estavam num estado de sarna deplorável, e então, não tive outra alternativa e levei os dois para dentro. Sem canil vago, expulsei Marrom e Dunga do canil deles, coloquei-os com o Chico e o Migalha e liberei um canil para a nova duplinha.
E eles dormiram o dia todo, não se manifestaram em momento algum, nem parecia que estavam por lá durante todo o domingo. Durante o domingo, Leonardo, eu e a mãe ficamos pensando em um nome para a duplinha. Pensamos nomes de duplas caipiras mas nenhum vingou e a cachorrinha atacada chamamos de "Véia que não é véia". No final do dia, o branquinho não quis comer então resolvi adiantar as coisas e dar um vermífugo para eles.
Na segunda-feira de manhã o canil estava um horror! Era uma lambança só e o desânimo deles era preocupante. Não quiseram tocar na comida e depois de até abanarem o rabinho e tomarem um pouco de sol enquanto eu ajeitava os outros canis, jogamos o dado novamente e caímos na casa que dizia: levar todos no veterinário.
Leonardo paparicando a "Véia que não é véia".
O pretinho menor e que aparentava estar melhorzinho.
O filhotão maior e branquinho e que tinha mais sarna.
A primeira a ser examinada foi a "véia" e a notícia não foi das melhores,pois ela parecia estar grávida. Como ela demonstrava sentir dores laterais, o dr. Rodrigo sugeriu que fizéssemos uma ecografia, que foi feita na quarta-feira e mostrou que não tinha gravidez, mas tinha uma hérnia que deveria ser retirada o quanto antes. De resto, estava tudo bem com a moça, considerando-se que foi atacada por dois cães enormes. Já os bebezões não estavam nada bem. O primeiro a ser examinado foi o pretinho, que estava bem tristinho, mas não tinha febre. O branquinho não tinha reação e estava com a temperatura super alta além de pneumonia. Resumindo: suspeita de cinomose para os dois. Como essa clínica não tem hospedagem com isolamento, saímos correndo ao encontro da dra, Lisi, que fez a internação deles e me deixou preparada para o pior, pois o branquinho foi retirado da caixa de transporte como uma geléca, sem reação nenhuma, nenhuma. Isso foi na segunda-feira. Na terça-feira comentei com o Leonardo que havia encontrado o nome idela para eles: Itamar e Itapior... pelo menos meu senso de humor já estava de volta. Na quinta-feira a dra Lisi ligou para avisar que o Itapior, o branquinho, havia morrido e na sexta-feira morreu o Itamar.
Itamar, acima, e Itapior (abaixo) durante a consulta.
Infelizmente não deu tempo de salvá-los. Apesar de ter me referido a eles como passos dados para trás, não me arrependi de ter voltado essas duas casas tentado fazer alguma coisa por eles. Eles não foram um passo para trás, passo para trás quem deu, foi a pessoa que os abandonou e que não cuidou deles como mereciam, que deve ser a mesma pessoa que tem a mãe deles e que não providencia castração para ela, além de que, se largou na frente da minha casa é por que sabe que cuido e também deve saber que levo as cadelas da vila para castrar, ou seja, é uma pessoa irresponsável.
Estou tentando doar os cães que estão comigo, que são muitos e não tenho condições de cuidar mais, por isso usei a expressão do jogo. Muitas pessoas me dizem que não devo pegar mais animais, que se enxergar, não é para pegar. Eu tenho tentado fazer isso, tenho evitado sair de casa para não ver coisas na rua e quando saio, fixo meu olhar para frente para não ver mais nada, mas se largam na minha frente, na frente da minha casa, como posso ficar indiferente a esses olhares?
A "Véia que não é véia" já fez a cirurgia para retirar a hérnia e passa bem. Mandarei notícias dela em seguida.